Artigos

SAÚDE X DOENÇA

SAÚDE ou DOENÇA?
 
É comum encontrarmos pessoas que mais parecem uma enciclopédia médica ambulante do que propriamente pessoas normais. Sobre qualquer doença elas têm conhecimento, quando não experiência própria. Diante de qualquer sinal de anormalidade em seu físico já se reportam às piores conseqüências possíveis. Para elas, tudo é visto sob a ótica da enfermidade. Dizemos que essas pessoas vivem em função de suas doenças.
            Há também aquelas que vão ao outro extremo: não dão importância alguma aos sinais evidentes de que há alguma anormalidade no funcionamento do seu biológico e por isso, quando vão se tratar, normalmente já é tarde demais, ou, na melhor das hipóteses, muito tarde.
            Deixemos de lado, porém, estas duas categorias. Fixemo-nos noutro aspecto que me parece mais importante; contudo, mantendo os mesmos dois extremos: de um lado a doença, do outro a saúde.  
É normal que quando alguém está doente procure um tratamento. Não há nada de errado que se busque um alívio quando a doença nos alcança. Mas, tentemos observar como nós costumamos dar ênfase ao aspecto da doença na nossa vida. Basta, para isso, dar-se conta da farta publicidade existente em torno dos medicamentos.
Em contrapartida, busquemos perceber também quão pouco se faz para cultivar o outro extremo da questão, a saúde. Dito de uma forma muito simples e direta, é como se nós sempre estivéssemos preparados para combater a doença, mas nada fazendo, ou fazendo muito pouco para cultivar o que é saudável na vida. Claro que quem toma um remédio, por exemplo, está buscando recuperar a saúde, e neste sentido, está fazendo algo saudável. Não se trata disso. Mas, porque falamos, por exemplo, do remédio (ou chá) para a digestão, e não falamos que seria melhor comer menos ou ingerir alimentos mais saudáveis? Porque indicamos remédios que ajudem a curar a dor de cabeça, mas não dizemos que mais saudável seria não ingerir bebida alcoólica em excesso? Temos sempre a indicação de um médico ou de uma droga no caso da depressão, do estresse, do esgotamento, mas não priorizamos a qualidade da vida que levamos... E os exemplos poderiam se multiplicar.
Não sou ingênuo a ponto de imaginar que não precisemos de ajuda medicamentosa em algumas circunstâncias. Isso não! Mas não me parece difícil enxergar que pouco fazemos no sentido de valorizar e evidenciar o lado saudável da vida. Estamos sempre a combater a doença, mas raramente valorizando o sadio.
E o mesmo se pode dizer no campo da saúde emocional. São gritantes as evidências de que estamos caminhando para uma verdadeira “epidemia psíquica” em mantendo o ritmo de vida que ordinariamente temos: correria, horários apertados, atividades múltiplas, barulho, vida sedentária, exigências e cobranças sem fim. E quando alguém “quebra”, corremos ao médico, buscamos ajuda de especialistas – o que é importante, necessário e bom! Mas não nos empenhamos muito em buscar um outro modo de viver que favoreça uma melhor qualidade desta vida. E neste caso, de novo, cuidamos da doença, mas não nos empenhamos em procurar o saudável.
Aliás, o que se sabe hoje é que, tanto o físico quanto o psíquico e o espiritual, no ser humano, caminham juntos. Quando um está em baixa, todo o organismo fica comprometido. Quando os três estão em equilíbrio, o indivíduo pode se considerar saudável.
A opção de vivermos focados na doença ou na saúde é de responsabilidade de cada um. Saber que devemos nos cuidar em todos os sentidos todos nós sabemos. Parece que o problema, de fato, é nos empenharmos em mudar o nosso modo de enxergar a realidade da vida.
 
Pe. Adalto Luiz Chitolina, scj
Jornalista com formação em Psicologia
adaltoiates@uol.com.br
login
senha
Rua Baltazar Carrasco dos Reis, 1172, sala 6 - CEP: 80230-070 - Rebouças- Curitiba- Paraná
Fone/Fax: (41) 3332.7947 / E-mail: s.iates@uol.com.br
Desenvolvido por:  Riwa Sites e Sistemas | Design por: Flamah Studio