|
Concepção do Progr. Curso Form. Hum. (formadores)
CONCEPÇÃO DO PROGRAMA: A formação para a vida religiosa é tarefa delicada, difícil, cheia de angustia e desafios em determinados momentos: mas também cheia de experiências alegres que levam a afirmar: "vale a pena todo o esforço realizado". É tarefa complexa, múltipla; não de um momento, mas permanente; não de um só, mas de todos". Para a realidade dos nossos dias, a formação para a Vida Religiosa consagrada nos seus diversos ministérios se constitui num grande desafio. De um lado todos tem consciência da necessidade deste processo e estão de acordo que se tenha um sério programa formativo; de outro, nem todos concretamente assumem esta responsabilidade como sendo também sua e não apenas da equipe formativa. Por certo, quando a formação vai bem, a Instituição como um todo tende a colher os frutos de um tal empenho. E vice-versa, quando a formação não vai bem, o todo da instituição sofre o reflexo disso. Ainda assim, não se pode deixar de reconhecer a grande preocupação de todas as instituições, da Igreja, enfim, para com este aspecto de sua vida interna. Hoje, mais do que nunca, há um desejo profundo e um empenho serio no sentido de preparar as pessoas para esta missão. Esse curso tem a pretensão de ocupar um pouco deste espaço, junto com muitos outros cursos que tem surgido em tantos lugares.
O modelo antropológico que nos sustenta nesta reflexão é o modelo da autotranscendência. Isto é, "a pessoa, acolhida na sua totalidade e identidade, chamada à liberdade para a autotranscendência no amor é o centro do processo formativo" (Dullius). Enquanto ser de relação, a pessoa tem potencialidades para a liberdade e a autonomia; mas, ao mesmo tempo se vê limitada, frágil e necessitada dos outros para construir-se e realizar-se plenamente. |
|